21/10/2009

Teoria particular dos testes de QI

Nunca fiz teste de QI e me nego terminantemente a fazer. Sabe aquelas situações em que nenhum resultado pode ser satisfatório? Esta é uma delas.

Caso o teste mostrasse que eu sou um demente ou, vá lá, um sujeito medíocre, meu complexo de inferioridade me mastigaria e engoliria de uma só vez. Nunca mais poderia discutir, sei lá, Paul Auster e Woody Allen numa mesa. Só me sentiria capaz de falar de Paulo Coelho e Jorge Fernando. O que, vamos combinar (tô ousando nos termos hoje), tornaria minha vida e minhas companhias lamentáveis.

Na situação do teste apontar um sujeito médio, nem muito pra lá, nem pra cá, também haveria um problema: a acomodação. Sou classe média, tenho um carro médio, moro num apartamento médio, etc (não vamos discutir aqui a anatomia, por favor). Como é que eu posso querer mais se eu não passo de um cara… médio? Não daria certo.

Mas zica mesmo é se eu me provasse um cara muito acima da média. Imagina a pressão na minha pobre cabeça atordoada. Como é que um cara tão inteligente não tem uma ideia que preste pra vender celulares ou margarina? Por que não usou tanta capacidade para fazer algo mais nobre, tipo pesquisar a cura pro câncer?

Outro dia descobri que o Roger, vocalista do Ultraje a Rigor, tem o mesmo QI do Einstein. Sério. Enquanto um criou a Teoria Geral da Relatividade, o outro escreveu: “Inútil, a gente somos inútil”. Nada contra. Adoro a música. Mas acho um baita desperdício. Desperdício mesmo. Tipo se a Luma de Oliveira insistisse na monogamia. Ah, onde já se viu.

19/10/2009

What a dog feels when the leash breaks.

Este é um título de propaganda que eu adoro, da Porsche. Porcamente traduzindo, é algo como: “O que um cachorro sente quando a coleira arrebenta”. Já tive a sensação de coleiras partidas algumas vezes na vida. E nunca dirigi um Porsche. Mas duvido que seja a mesma coisa.

Sintomas Persistentes.

Tomo remédios contra enjôos. Assim consigo suportar melhor a montanha-russa. Preferia outro trilho. Não que eu quisesse um plano. Mas queria pistas menos íngremes. Sem emoção, como dizem os motoristas de buggy no Nordeste. Construir outra dá muito trabalho e, como todo mundo sabe, leva tempo. Por isso, tomo remédios contra enjôos. O pico está lá, o chão está lá, sempre na mesma altura. Mas os remédios diminuem a sensação de velocidade e, consequentemente, eu sinto menos frio no estômago e na espinha durante o sobe-e-desce. Ainda assim, tem dias que me dá vontade de vomitar. E o que sai de mim vem parar aqui.

06/10/2009

Mulher nota 1000

Quando eu era mais novo, gostava de fazer um exercício mental: imaginar como seria uma mulher formada pelas melhores partes das garotas que eu namorei. E isto não valia apenas para a parte física, é lógico. Imaginava os olhos de uma, a bunda da outra, a risada de uma terceira, o bom humor da quarta, a casa na praia da quinta. Uma ideia com nítida influência de um filme antigo (que dá nome a este post) no qual alguns nerds montavam uma mulher com pedaços de revistas e que depois se materializava na Kelly Lebrock.

Não sei por que me lembrei desta história hoje, mas comecei a imaginar o contrário. Quer dizer, não o contrário óbvio, que seria montar uma mulher com tudo o que minhas namoradas tinham de pior (dá calafrios só de imaginar). O que pensei foi no ponto de vista delas. Será que, subtraindo o melhor de todos os caras que elas namoraram, sobraria alguma coisa minha? Logo eu, que nunca tive casa na praia?

Não consegui chegar a nenhuma conclusão, nem poderia. Mas é legal imaginar que posso ter sido o melhor escritor de bilhetinhos na aula ou chapeiro de frango com queijo da vida delas. Queria ter pretensões maiores, mas não é fácil. A menos que elas tenham ficado encalhadas. Como sabe qualquer idiota, melhor vencer por WO do que perder por goleada.

Asterisco

Ninguém admite, mas está lá nas letras miúdas de qualquer relacionamento, no cantinho inferior da última página: “Tudo o que você disser pode e será usado contra você”.

21/09/2009

Sinceridade

- O problema não é você... É o seu holerite.

Você percebe que tem problemas sexuais quando...

Digita “you” no seu navegador e ele automaticamente sugere youporn em vez de youtube.

20/08/2009

Sorria. Você está sendo rastreado.

Uma amiga minha escreveu um post no qual ela conta que consegue saber, graças à alguma ferramenta, as frases que as pessoas digitam para chegar ao blog dela. E estava indignada porque alguém chegou lá depois de digitar “putinhas de 13” no Google.

Fui fuçar no meu para saber as últimas frases que levaram ao meu blog. Neste daqui, nada de especial. Mas juro que alguém de São Caetano chegou ao blog que eu escrevi enquanto morava em Portugal digitando: “quero meter com um portugues pauzudo”. Juro. Espero que não tenha sido nenhuma putinha de 13.

Contradições

Meu amor.
Aquela vaca.
Aquela vaca.
Aquela vaca.
Aquela vaca.
Aquela vaca.
Aquela vaca.
Aquela vaca.
Aquela vaca.
Aquela vaca.
Aquela vaca.
Aquela vaca.

Foi o que disse o namorado (e depois ex) ao ver cada uma das 12 prestações no cartão de crédito do presente que ele comprou para o aniversário dela.

19/08/2009

Noiada

- Alô?
- Onde você tá, seu cretino?
- Bia? Tá louca? Eu avisei que vinha num churrasco aqui na laje do Ercílio.
- Então como é que eu não tô te vendo no Google Maps?

Igual a todos na vida

Tem dias que eu não queria sair da cama. Porque nada que acontecesse de bom ia tornar a minha vida menos imbecil e medíocre. Acho que com todo mundo é assim. Tem dias que o Brad Pitt não deve querer sair da cama também. Mas por causa da Angelina Jolie.

Inesperado

Ela não esperava por um convite tão inusitado: “Já que eu gasto uma fortuna com meu psicólogo pra ficar falando de você, por que a gente não aproveita essa grana e sai pra jantar?”.
Mesmo sem ter nenhum desejo especial pelo cara, resolveu topar.
Mas o que a surpreendeu mesmo foi quando ele disse, na hora da conta: “Tô sem carteira. Você faz aí hoje e depois a gente acerta?”.

07/08/2009

Acabou a mamata.

Se você não pegou a mina do financeiro no fumódromo da firma, agora só na festa de fim de ano.

26/07/2009

Rápida e Rasteira

- Escuta: a música do nosso primeiro beijo…
- É linda… Mas eu nem te conheço.
- Calma. A música não acabou.

Cantina

Algo como o 3º ou 5º encontro. Ele escolheu um restaurante num bairro italiano, longe de tudo o que frequentavam. Entraram na cantina de mãos dadas. Sem dar chance a ela, ele logo escolheu uma mesa no canto, escondida e mal iluminada, justo pra ela, que não usava óculos mas tinha 2 graus de miopia. Não a agradou, mas ela não disse nada. Sentaram-se. O garçom trouxe o cardápio, que ela tentava ler com dificuldade. Nitidamente impaciente, ele começa a virar a cabeça para os lados, varrendo o salão com o olhar, inúmeras vezes. É quando ela explode:
- Tá achando que eu sou alguma palhaça? Me traz numa porra de um restaurante no cu do Judas, escolhe uma mesa de merda e fica aí paranóico olhando pros lados. Que foi? Tá com medo de encontrar alguma das suas vagabundas, é?
- Calma, querida. Só queria ter certeza que meu personal trainer não está por aqui.

Minoria Absoluta

2/3 do meu corpo é água. O outro 1/3 é inveja. Eu tenho inveja de quem tem filhos e acha a melhor coisa do Mundo. Assim como de quem tem cachorro, hamster ou samambaias no lugar das crianças. Tenho inveja dos meus amigos casados, que souberam escolher, mas também invejo os solteiros que ainda podem experimentar sem culpa. Eu tenho inveja de quem ganha prêmios, mas tenho ainda mais inveja de quem não liga pra eles. Inveja de quem batalha e de quem ganha tudo de mão beijada. Tenho inveja de quem escreve bem quando está bem e, quando está mal, escreve melhor ainda. Eu sou 1/3 de laranjas podres. 1/3 de laranjas jogando ácido nas minhas veias e contaminando o resto.

01/07/2009

Filosofia de boteco.

Nada como um dia depois do outro. E um Dormonid no meio para descansar.

Hipérbole do Disléxico.

Na verdade era uma parábola, mas ele confundia inclusive as figuras geométricas.

19/06/2009

Microcontos, eu?

Não, preguiça de atualizar o blog mesmo.

Metalinguagem Barata

- Amor, você não ouviu um barulho?
- Hein?
- Um som de passos?
- Hein?
- Barulho. Na sala?
- Hein?
- BARULHO! LADRÃO!? SERÁ O POSSíVEL!?
- Querida, não adianta falar em caps lock. Eu não escuto do mesmo jeito.